Segundo a Pesquisa de Riscos Digitais, conduzida pelo Markets, Innovation & Technology Institute (MiTi), o índice médio de maturidade digital das empresas brasileiras chegou a 58% em 2026, posicionando o país em um estágio intermediário de desenvolvimento.
A pesquisa aponta maturidade de 62% em governança de dados, mas apenas 51% em inteligência artificial. O descompasso revela um desafio para as empresas: transformar informações organizadas em resultados concretos de negócio.
A governança de dados lidera, mas ainda não garante maturidade
Entre os indicadores apresentados, a governança de dados registra uma pontuação superior à de IA, mas isso não significa que todas as práticas estejam consolidadas. O MiTi aponta que muitas empresas já possuem estruturas formais, mas com falhas na padronização de processos, na gestão de terceiros e na aplicação de políticas entre áreas e sistemas.
Assim, uma empresa pode ter centralizado seus dados em uma plataforma moderna e ainda não saber quem responde por cada tabela, qual versão de um indicador vale ou de onde veio o número que alimenta o modelo.
A inteligência artificial expõe as fragilidades da arquitetura de dados
A expansão da IA generativa e dos agentes inteligentes tornou mais visíveis problemas que já existiam nas arquiteturas corporativas.
Uma aplicação tradicional de análise pode trabalhar com conjuntos de dados previamente preparados. Já um agente de IA conectado a sistemas empresariais pode precisar consultar diferentes fontes, recuperar informações atualizadas, compreender regras de negócio e interagir com ferramentas operacionais.
Segundo o Data and Privacy Benchmark Study 2026, da Cisco, 73% das organizações brasileiras relatam dificuldades para acessar dados relevantes e de alta qualidade de maneira eficiente, percentual superior à média global de 65%. A pesquisa, realizada com 5.200 profissionais de tecnologia e segurança digital em 12 países, também revelou que apenas 20% das organizações brasileiras consideram maduras suas estruturas de governança de IA.
Sem dados confiáveis, integrações adequadas e controles bem definidos, uma empresa pode desenvolver aplicações sofisticadas, mas ter dificuldades para garantir a confiabilidade das respostas.
“A empresa tem que ter os dados e o conhecimento organizado, governado e sendo distribuído de forma correta para os usuários e garantindo que essa jornada de dados e IA seja potencializada sem perder essa base”, declara Anderson Argentoni, CEO da Jump.
O próximo indicador de maturidade deve medir valor
O levantamento MiTi mostra que o Brasil construiu avanços importantes em governança de dados, mas ainda apresenta uma distância significativa entre a organização das informações e a maturidade no uso de IA.
Na Jump, a evolução da maturidade digital passa pela integração entre estratégia, arquitetura, engenharia e governança de dados, criando condições para que soluções de inteligência artificial possam operar de forma segura, escalável e financeiramente sustentável.
Diagnosticar a maturidade dos ambientes de dados e IA é um passo importante para identificar lacunas, priorizar investimentos e estabelecer um caminho de evolução alinhado aos objetivos de negócio.
“A base dos produtos da Jump vem da origem dos dados, desde a governança, atualização de stack, migrações, custo, segurança, tudo o que a gente vê que o mercado necessita com velocidade e qualidade. Esse ecossistema é vivo e a gente tem um time dedicado na evolução focado em entender as necessidades dos clientes.”, afirmou Rafael Capua, COO da Jump.
Tudo começa com o diagnóstico
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Perguntas frequentes
O que mede o índice de maturidade digital do MiTi?
A Pesquisa de Riscos Digitais do MiTi reúne cibersegurança, governança de dados e inteligência artificial em um único indicador, com maturidade e risco para cada frente. Na terceira edição, o índice geral foi de 58%, em faixa intermediária, com risco médio de 44%.
Por que ter dado organizado não garante resultado de IA?
Porque a IA depende de dado confiável, acessível e governado, não apenas armazenado. Segundo a Cisco, 73% das empresas brasileiras têm dificuldade de acessar dados relevantes e de alta qualidade. No MiTi, a execução da governança de dados é heterogênea, apesar dos 62% de maturidade.
O que é dado pronto para IA?
É o dado representativo do caso de uso, cuja prontidão é comprovada por metadados, governança e qualidade. Para o Gartner, não é uma entrega única, e sim uma prática contínua. Em sua pesquisa, 63% das organizações não têm, ou não sabem se têm, as práticas certas.
Fontes
- Pesquisa de Riscos Digitais 2026 (MiTi), via TI Inside, 6 mai 2026
- Data and Privacy Benchmark Study 2026 (Cisco)
- Gartner, Lack of AI-Ready Data Puts AI Projects at Risk, 26 fev 2025
- Gartner, Organizations with Successful AI Initiatives Invest Up to Four Times More in Data and Analytics Foundations, 16 abr 2026
