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Transformação não espera

Monique Villasboas
18 de setembro, 2026
7 min. de Leitura

Como a Jump transforma conhecimento, tecnologia e IA em produtos

Quanto uma empresa realmente conhece os problemas que os seus clientes precisam resolver? Em tecnologia, essa pergunta ganha ainda mais importância. A Inteligência Artificial está tornando mais rápido desenvolver, testar, pesquisar e automatizar. Mas velocidade, sozinha, não significa inovação. É preciso saber o que construir, para quem construir e qual problema solucionar.

O cliente como ponto de partida da inovação

A Jump atua como uma consultoria especializada, desde 2014, para promover a transformação digital dos clientes, sua fonte principal de inovação. Hoje, atende mais de 60 empresas no Brasil e na América Latina. Essa presença coloca as equipes em contato com diferentes setores, desafios e necessidades de negócio e transforma a experiência acumulada nos projetos em uma importante fonte de conhecimento.

Nesse contexto, ouvir o cliente não é apenas uma etapa comercial. É parte de um ciclo que permite identificar oportunidades de melhoria nos serviços e necessidades que podem dar origem a novas soluções.

Entender a dor do cliente e as necessidades do mercado

“O produto que a Jump desenvolve vem como um agregador aos nossos serviços. Através dos nossos serviços a gente entende a necessidade dos clientes e a dor do mercado como um todo. Assim, nascem os produtos da Jump. Esses produtos são incorporados dentro dos projetos de clientes que nós temos. Depois ofertamos o produto para o mercado junto com uma consultoria especializada”, explica Rafael Capua, COO da Jump.

A IA é um meio de desenvolvimento, não um fim

A Inteligência Artificial vem auxiliando os projetos de inovação na Jump trazendo celeridade eampliando a capacidade das pessoas, acelerando etapas operacionais e abrindo espaço para que o conhecimento humano seja aplicado onde pode gerar mais valor.

Hoje, a Jump conta com 16 produtos desenvolvidos a partir das necessidades identificadas nos projetos, do conhecimento acumulado pelas equipes e das dores observadas no mercado.

É justamente esse movimento que ganha uma nova dimensão com o ecossistema de produtos da Jump e materializa uma trajetória que começa muito antes da tecnologia: na escuta do cliente.

“O grande diferencial da Jump sempre foi o relacionamento. A Jump consegue atender bem as nossas necessidades. São profissionais de qualidade, temos muita proximidade e um time sempre pronto para ajustar”, declara Karen Inoue, Head de Martech e CRM da Cogna.

Quanto mais fácil construir, mais importante construir direito

A IA reduziu algumas barreiras para transformar uma ideia em aplicação. É possível gerar código, pesquisar possibilidades, testar funcionalidades e automatizar etapas do desenvolvimento em uma velocidade difícil de imaginar há poucos anos. Mas velocidade não elimina a necessidade de engenharia e muito menos de governança.

“Quanto mais fácil ficou construir, mais importante ficou construir direito. Na Jump, como a equipe de inovação trabalha também com pré-vendas, conhece muito as regras de negócio dos clientes e isso ajuda a refinar o pedido para a IA gerar um produto que já atenda as especificações”, declara Patricia Maciel, Head de Inovação da Jump.

Antes de um produto existir, existe arquitetura. Segurança, observabilidade, rastreabilidade e capacidade de auditoria também precisam fazer parte da construção. Quando esse produto envolve Inteligência Artificial, entram ainda questões relacionadas à gestão de riscos, transparência, responsabilidade e governança.

Nesse ponto, a Jump conta com o respaldo da certificação ISO/IEC 42001, norma internacional para sistemas de gestão de Inteligência Artificial. A norma estabelece uma estrutura para que organizações desenvolvam, implementem, utilizem e aprimorem sistemas de IA de maneira responsável, incorporando práticas de governança, gestão de riscos, transparência e melhoria contínua.

O agente executa, o humano direciona

Essa nova divisão do trabalho começa a aparecer também nas pesquisas sobre IA. O Work Trend Index 2026, da Microsoft, ouviu 20 mil profissionais que utilizam IA em dez países, incluindo o Brasil, além de analisar sinais anonimizados de produtividade. Entre os entrevistados, 66% afirmaram que a IA permitiu dedicar mais tempo a trabalhos de maior valor, enquanto 58% disseram estar produzindo trabalhos que não conseguiriam realizar um ano antes.

Os números ajudam a ilustrar uma mudança: conforme agentes assumem parte da execução, o papel humano pode se deslocar para direção, julgamento, supervisão e responsabilidade sobre os resultados. É uma dinâmica que já aparece no cotidiano da Inovação da Jump.

“A IA não vai substituir as pessoas, mas o jeito de trabalhar tem que mudar. As pessoas que não se adaptarem talvez sejam substituídas. O que é operacional a gente usa os agentes, mas o que é mais estratégico e o conhecimento de negócio é humano. Todo esse Knowhow do que a Jump faz, o que é estratégico e importante isso é humano. O humano é o grande diferencial nesse processo, tanto em aprendizado e no espírito de equipe.” declara Patrícia.

O que a IA ainda não conhece? O seu cliente

O agente faz a parte operacional e impulsiona, mas a usabilidade é algo muito humano. A IA não tem o conhecimento do negócio, não está na ponta de quem vai usar a ferramenta.

A capacidade de desenvolver mais rapidamente só ganha significado quando aquilo que é desenvolvido gera valor para quem está na outra ponta. A usabilidade continua dependendo de compreender quem efetivamente utilizará a solução. Isso significa conversar, observar, questionar e trazer o cliente para dentro do desenvolvimento.

E talvez esteja justamente aí um dos maiores diferenciais humanos em um ambiente cada vez mais automatizado: entender contexto.

Outro grande diferencial da Jump é que os produtos são todos nacionais. Isso é muito importante em um processo de melhoria, evolução e adaptação e isso também conta muito para celeridade nas entregas. A aceleração permite ser mais criativa. “Nas nossas propostas a gente vende o humano responsável e a IA otimizando. Principalmente com o cliente a IA nunca vai substituir essa parte da curiosidade, do questionamento, do entendimento do negócio.”

IA funciona melhor quando a organização aprende junto

Existe ainda outra dimensão dessa transformação: tecnologia sozinha não transforma uma empresa. No mesmo estudo, a Microsoft identificou uma relação relevante entre fatores organizacionais como cultura, apoio das lideranças e desenvolvimento de talentos e o impacto percebido da IA.

Entre profissionais considerados usuários mais avançados, aparecem com maior frequência comportamentos como compartilhar aprendizados, discutir oportunidades de automação com colegas e estabelecer padrões para a qualidade do trabalho realizado com IA. É um cenário semelhante ao encontrado na área de Inovação da Jump. Por trás dos produtos existe uma dinâmica constante de estudo, experimentação e compartilhamento de conhecimento. O que uma pessoa descobre pode melhorar o trabalho de outra, e aquilo que funciona em um projeto pode se transformar em aprendizado para o próximo.

Da dor do cliente ao ecossistema

A lógica não é criar tecnologia e depois procurar onde aplicá-la. É começar pela necessidade, reunir conhecimento de negócio e, quando existe potencial para transformar esse aprendizado em algo replicável, transformá-lo em produto.

“A decisão estratégica da Jump de fazer o desenvolvimento de produtos vem da visão que a gente tem de que algumas coisas que a gente faz, poderiam ser mais automatizadas, usar a tecnologia para fazer mais rápido, para fazer melhor e com um custo menor. Os produtos nascem como uma etapa de melhoria do serviço”, declara Anderson Argentoni CEO da Jump.