Inteligência artificial está em todo lugar: quem decide como ela funciona?

Publicação: 05/05/2026 - 14:00

Escrito por: Gabriela Catan

O Brasil vive um momento contraditório na tecnologia. Nunca se falou tanto em dados, inteligência artificial e transformação digital. Nem tão pouco houve tanta oferta de ferramentas, modelos, plataformas e soluções. E, ao mesmo tempo, cada dia fica mais claro que o problema não é tecnológico. O problema é humano. É cultural. É de quem está na cadeira tomando as decisões que vão moldar como essas tecnologias afetam a vida das pessoas. 

Segundo o estudo W-Tech 2025 do Observatório Softex, as mulheres representam apenas 19,2% das especialistas em TI no Brasil, cerca de 89,7 mil profissionais em um universo de quase 470 mil.  Elas ocupam 26,2% das posições de gerência e apenas 13,1% das diretorias. Ou seja, enquanto a tecnologia avança em velocidade exponencial, a estrutura de quem a controla caminha na direção contrária. 

É nesse contexto que o próximo episódio do Jump Talk vai entrar de cabeça. A conversa vai explorar o que está por baixo dos dados, das decisões e dos algoritmos: quem são as pessoas que lideram essas transformações, o que as formou e o que elas enxergam que a maioria ainda não viu. 

O que é o Jump Talk 

Desde 2021, o Jump Talk reúne quem está construindo o futuro da tecnologia e dos dados no Brasil para conversas que vão fundo. O podcast da Jump, apresentado por Anderson Argentoni, CEO e cofundador da empresa, já passou dos 50 episódios e acumulou convidados de empresas como Bradesco Seguros, Claro, Algar Telecom, Databricks e Pernod Ricard. O fio condutor é sempre o mesmo: entender como tecnologia, dados e inteligência artificial estão transformando negócios reais, com pessoas reais tomando decisões reais todos os dias. 

Anderson não entrevista de fora. Com mais de 20 anos programando em SAS, Python, R e Oracle, ele entra em cada conversa como alguém que conhece o território. Os convidados podem falar com precisão técnica, sem precisar traduzir o que fazem para quem não conhece o campo. Isso muda o nível do que é possível discutir, e os episódios mostram isso na prática. 

O tema que ninguém consegue mais ignorar 

Existe uma distância enorme entre ter IA no roadmap e conseguir fazer ela funcionar de verdade: alinhada ao negócio, respeitando o cliente e gerando resultado concreto. Essa distância tem nome. É a distância entre estratégia e execução, entre discurso e cultura, entre ferramenta e propósito. 

O próximo episódio permeia essa discussão. A conversa vai girar em torno de como líderes de dados e IA constroem estruturas que realmente funcionam, como garantir que as decisões tomadas por algoritmos ainda carreguem valores humanos e o que significa liderar com ética em um mercado que acelera sem sempre parar para perguntar se deveria. Além da temática: papel da representatividade na construção de tecnologias que funcionem para todo mundo, não apenas para quem as criou. 

Na área de inteligência artificial, as mulheres já representam 29,8% dos concluintes de cursos no Brasil, acima da média global de 22%. O movimento existe. O que falta, em muitos casos, é quem abra o caminho dentro das organizações. E é exatamente sobre isso que o episódio vai falar. 

Por que esse episódio é diferente 

A Joyce Seiler, convidada desse episódio, tem mais de duas décadas navegando todas as ondas que transformaram a área de dados no Brasil. De DBM a Big Data, de analytics a IA generativa. Hoje ocupa uma das cadeiras mais estratégicas do mercado e carrega uma perspectiva que vai além do técnico: como fazer com que dados e inteligência artificial gerem valor real para as pessoas, não apenas para os dashboards. 

A conversa com Anderson vai explorar os bastidores de projetos que mudaram a forma como empresas pensam estratégia e experiência do cliente, os aprendizados que só aparecem depois de errar em escala e o papel da liderança em garantir que a tecnologia sirva às pessoas e não o contrário. Mas vai também para territórios que raramente aparecem nessas discussões: resiliência pessoal, propósito, representatividade e o que significa construir uma carreira sólida em tecnologia quando o caminho ainda não estava pavimentado para você. 

Estes são temas que o mercado aprende a articular devagar. E que raramente ganham esse nível de profundidade em um formato acessível como o de um podcast. 

Quando sai 

Os episódios saem todas as terças-feiras. Acompanhe os canais da Jump no YouTube e nas outras plataformas para não perder as novidades. Se você ainda não conhece o Jump Talk, esse é um bom momento para voltar nos episódios anteriores e se munir de boa informação e conhecimento.